LOA 2026 de Belém prevê orçamento bilionário, mas silencia sobre reajuste dos servidores

LOA 2026 Belém

LOA 2026: o que o orçamento de Belém revela sobre os servidores municipais?

A aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026 do Município de Belém movimenta discussões importantes entre os servidores públicos municipais, especialmente sobre investimentos da Prefeitura, despesas com pessoal e possibilidade de reajuste salarial.

Mas afinal: o que a LOA realmente prevê? Existe aumento para os servidores? O orçamento cresceu? Quais áreas receberão mais recursos?

Nós, do SINTBEL, preparamos um resumo didático para ajudar a categoria a compreender os principais pontos da nova peça orçamentária.

O que é a LOA?

A Lei Orçamentária Anual (LOA) é a lei que define quanto a Prefeitura pretende arrecadar e como os recursos públicos serão utilizados ao longo do ano.

Na prática, ela funciona como o planejamento financeiro oficial do Município para 2026. Noutras palavras, ela prevê o quanto o município poderá arrecadar e define quanto e de que forma poderá gastar.

Orçamento de Belém ultrapassa R$ 6,7 bilhões

A LOA 2026 estima um orçamento total de aproximadamente R$ 6,735 bilhões para o Município de Belém.

O valor engloba:

  • Administração Direta;
  • Administração Indireta;
  • Saúde;
  • Previdência;
  • Educação;
  • Obras;
  • Segurança;
  • Mobilidade;
  • Assistência social;
  • entre outras áreas da gestão pública.

O crescimento do orçamento demonstra expectativa de aumento na arrecadação municipal ao longo de 2026.

Despesas com pessoal passam de R$ 2,6 bilhões

Um dos pontos mais importantes para os servidores é a previsão de gastos com pessoal e encargos sociais.

A LOA reserva aproximadamente:

  • R$ 1,98 bilhão para a Administração Direta;
  • R$ 657 milhões para a Administração Indireta.

Somados, os gastos com pessoal ultrapassam R$ 2,6 bilhões, demonstrando que a folha de pagamento continua sendo uma das maiores despesas do Município.

Quais áreas terão mais investimentos?

Entre os maiores orçamentos previstos para 2026 estão:

Saúde
Mais de R$ 1,8 bilhão.

Educação
Mais de R$ 1 bilhão.

Zeladoria e conservação urbana
Mais de R$ 841 milhões.

Obras e infraestrutura
Mais de R$ 321 milhões.

Segurança, trânsito e mobilidade
Mais de R$ 273 milhões.

Guarda Municipal
Mais de R$ 157 milhões.

E o reajuste salarial dos servidores?

Esse é o principal questionamento e a grande preocupação da categoria.

Tecnicamente, pode-se afirmar que a LOA 2026 não concede reajuste salarial automático.

O texto da lei:

  • não estabelece percentual de aumento;
  • não cria revisão geral anual;
  • não altera PCCR;
  • não cria novas gratificações;
  • não garante valorização remuneratória automática.

Ou seja: o simples fato de existir orçamento para pessoal não significa que haverá reajuste.

Então não existe possibilidade de reajuste?

Existe possibilidade política e orçamentária.

A própria LOA reconhece:

  • previsão de crescimento econômico;
  • aumento da arrecadação;
  • expansão das despesas obrigatórias;
  • inflação estimada em 3,97%.

Além disso, o orçamento demonstra que o Município possui previsão robusta para manutenção da folha de pagamento.

Entretanto, qualquer reajuste dependerá de:

  • negociação sindical;
  • decisão do Executivo;
  • envio de projeto de lei;
  • aprovação da Câmara Municipal;
  • estudo de impacto financeiro.

E é justamente nesse ponto que permanece o silêncio. Até o momento, não há divulgação de proposta oficial, estudo de impacto financeiro ou encaminhamento legislativo relacionado à recomposição salarial dos servidores.

O SINTBEL cobrará diálogo sobre a data-base

Diante da ausência de manifestação da gestão municipal e dos gestores da SEGBEL sobre a data-base dos servidores, o SINTBEL encaminhará ofício solicitando reunião institucional para tratar especificamente da pauta salarial da categoria.

O sindicato entende que a valorização dos trabalhadores deve ser debatida com transparência, responsabilidade e diálogo permanente, especialmente diante do crescimento do orçamento municipal previsto para 2026.

A entidade seguirá acompanhando os indicadores financeiros do Município e cobrando a abertura das negociações relacionadas à recomposição salarial.

O que o SINTBEL defende?

O sindicato entende que:

  • a valorização do servidor deve acompanhar o crescimento da arrecadação municipal;
  • a recomposição inflacionária é essencial;
  • o reajuste e a revisão das perdas salariais são urgentes;
  • a revisão salarial não deve ser tratada como benefício, mas como direito;
  • o fortalecimento das políticas públicas depende da valorização dos trabalhadores municipais.

O SINTBEL seguirá acompanhando:

  • a execução do orçamento;
  • o comportamento da arrecadação;
  • as despesas com pessoal;
  • os debates sobre revisão salarial e PCCR.

Considerações finais

A LOA 2026 mostra um município com orçamento ampliado e forte previsão de arrecadação para o atual exercício.

Embora não exista previsão expressa de reajuste salarial aos servidores públicos municipais, o orçamento demonstra capacidade financeira relevante para futuras discussões sobre valorização da categoria.

O acompanhamento da execução orçamentária e a mobilização sindical continuarão sendo fundamentais nas negociações com a Prefeitura de Belém.


LOA 2026 na íntegra

A seguir, você pode acessar a Lei Orçamentária Anual 2026 completa: